19.11.08

 

Poemas 412
Poems 412


O Último Poema

Manuel Bandeira

Assim eu quereria o meu último poema.

Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais.
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas.
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume.
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos.
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

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